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segunda-feira, 27 de maio de 2013

RECEITA DE GELEIA DE JABUTICABA

GELEIA DE JABUTICABA:

CULINÁRIA; GELEIA E COMPOTA E CONSERVA; LANCHE;
Olá,
       Novamente a jabuticaba é a estrela do momento.
       Lembram do que contei sobre as jabuticabas que ganhei?
CULINÁRIA; GELEIA E COMPOTA E CONSERVA; LANCHE;
    Bom, depois de devorar quase todas as jabuticabas, e com a chegada de meus filhos, resolvi repartir a prazerosa experiência gustativa. Separei algumas frutas, selecionando-as com o carinho de mãe. Ofereci.
       A resposta conjunta, embora educada, foi um choque.
- O que é?
       Minha resposta não podia ser mais insegura.
- Jabuticaba. Não conhecem?
       Minha filha, de 14 anos, não perdeu tempo em mostrar seus conhecimentos antes do irmão de 19 anos. Ele olhava, ainda curioso, as pequenas bolas negras, deixando a vez passar.
- Ah! Tá. É a que faz geleia?
      Fiquei, por segundos, congelada. Totalmente sem reação. Meus filhos só conhecem algumas frutas, entre elas a jabuticaba, se estiverem devidamente processadas e industrializadas.
       Ainda olhando com atenção, e arriscando-se a pegar uma baga redonda e quase negra, meu filho disparou, ainda sem experimentar:
- Interessante. Parece com uva. Daquelas grandes, só que meio que negra e roxa.
        Antes que perguntassem, resolvi resumir a história de forma categórica e científica.
- Não dá em cachos.
         E sem esperar interrupções, suspeitando que não fossem existir, continuei.
-A fruta fica presa no tronco das árvores. O pé de jabuticaba, a jabuticabeira, é encontrado principalmente na região sudeste e sul do país. Embora não ausente, é raro e pouco usual em outras regiões do país.
         Silêncio.
- Na época de minha infância, comi muita jabuticaba tirada do pé.
         Silêncio e ligeiro balançar de cabeças.
- Na verdade só subia baixinho. Nem era tão moleque assim.
      Tentei corrigir qualquer interpretação errônea de meu passado. Nunca imaginei minha mãe pendurada em um pé de jabuticaba. Por que criar esta visão?
         Visualizando o perfil de meu marido, que tentava inutilmente disfarçar o interesse no desenrolar da novela familiar: A Jabuticaba, resolvi encerrar o chove não molha. Pequei mais um bago, outro depois de tantos, e lancei o incentivo:
- Bora, gente.  Experimentem.
         Enfim! Ufa! Experimentaram.
         Elogiaram e declinaram de outra oferta.
         Meus filhos são tão educados!
         E meu marido rindo. Não sei do quê e pra sorte dele nem vou perguntar. Tenho mais o que fazer. Vou fazer uma deliciosa geléia de jabuticaba. Simples e deliciosa.

GELEIA DE JABUTICABA:

INGREDIENTES:
- 1 Kg de jabuticabas maduras, selecionadas e lavadas;
- 500g de açúcar;
- suco de meio limão;
- 1 copo de água.

MODO DE PREPARO:
  •  Amasse as frutas com as mãos. Separe as cascas e reserve as duas partes separadamente (cascas e polpa).
  •  Em um liquidificador, triture bem as cascas com a água. A polpa está reservada.
  •  Junte a mistura das cascas trituradas com a polpa em uma panela de inox ou vidro. Evite alumínio. Leve ao fogo até levantar fervura e cozinhar um pouco. Mais ou menos 20 minutos em fogo baixo.
  •  Peneire o líquido, para retirar todas as sementes.  Aperte com uma colher para sair toda a polpa, espremendo bem. Elimine todos os caroços.
  •  Retorne para a panela, acrescente o suco de limão e o açúcar. Leve ao fogo brando. Cuidado para não queimar. Durante o cozimento, vá retirando a espuma formada sobre a geleia, com o uso de uma escumadeira.
  •  Prove o açúcar. Lembre-se que ao apurar, a geleia perde líquido e fica com o açúcar mais concentrado. Então não exagere. Geleia muito doce é enjoativa. Cuidado.
  •  Verifique o ponto de sua preferência, mais fluido (xarope) ou mais firme (geleia). Normalmente ao mexer com a colher, o fundo da panela deve ser visualizado.
  •  Passe a geleia para potes previamente lavados e esterilizados. 
OBS: Depois que esfria a geleia endurece mais um pouco.
Caso tenha endurecido muito, não se preocupe. Volte para a panela com um pouco d’água e amoleça um pouco.

Use o xarope como calda sobre sorvetes, pudins ou bolos.
A geléia você já sabe. Sobre bolachas, biscoitos, pão, torradas... o que quiser.
CULINÁRIA; GELEIA E COMPOTA E CONSERVA; LANCHE;
A cor é maravilhosa. Vermelho quase vinho, bem translúcida. 

Bom apetite!
NOTA FINAL: 
      Meus filhos apreciaram muito a geleia. Muito mais do que a fruta in natura. No final das contas, vai da experiência e vivência de cada um. Eu, particularmente, gosto de tudo. Fruta, geleia, xarope e licor. Ainda não experimentei o vinho de jabuticaba, mas estou aberta a esta nova apresentação. Só aguardando.

Vejam o link sobre geleia de morango, outra delícia fácil de fazer: http://teresacintra.blogspot.com.br/2014/02/geleia-de-morango.html



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JABUTICABA x INFÂNCIA

JABUTICABA SABOR DE INFÂNCIA

A jabuticaba é o fruto da jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira, nativa da Mata Atlântica, que demora vinte anos para frutificar. Mas, quando floresce e frutifica, não tem igual. É única.
Quando criança eu e minhas irmãs apelidamos a jabuticaba de olho-de-boi. Coisas de criança. Mas, a bem da verdade, quem já viu um boi de pertinho, sabe o que estou falando.
Tínhamos uma vizinha, há algumas casas distante, com um pomar imenso e cheio destas árvores. Na época, aos nossos olhos, aquele pomar, era como uma pequena floresta, cheia de novidades e aventuras.
Na primavera e no verão, ocasionalmente, os proprietários abriam o seu pomar para as “crianças da rua” ou mandavam cestos cheios da fruta para suas mães. Ora devorados in natura, direto no pé ou do cesto, ora transformados em geléias e licores. Não importava. O que valia era a alegria que contagiava com um gesto tão simples e sem segundas intenções. Pura cordialidade entre vizinhos. Cestos que eram devolvidos com outra gentileza. Uma geléia da própria fruta, ou outras frutas ou verduras.
Ops! Ahahahahahahahahaha. Agora é que me dei conta.
Assustei vocês com o termo “crianças da rua”? Desculpem, mas não me refiro às “crianças de rua”, aquelas abandonadas com ou sem família. Estou me referindo àquelas crianças, que morando no interior, em uma época nem tão longe assim, brincavam com seus vizinhos da mesma faixa etária, usando a rua como cenário principal. Ciranda, cabra-cega, pique, passar-anel, pular corda, queimada, pique jacaré, bambolê, entre tantas outras já esquecidas pela geração atual. Época que as portas e janelas das casas ficavam abertas, permitindo a entrada e saída de seus pequenos e destemidos ocupantes. Medo? Só sentíamos à noite. Quando o véu noturno apagava as “coisas”, era a hora do bicho papão, que sempre ia embora com a reza do “santo anjo”, um abraço materno protetor e pronto. Como por um milagre o dia voltava e com ele mais alegrias e brincadeiras.
Nostalgia? Talvez. Mas não surgiu do nada. Veio dentro de um pequeno saco com várias jabuticabas recentemente colhidas, que meu marido vislumbrou em uma rápida parada no semáforo. Sinal vermelho. Parada obrigatória. E bem na esquina uma barraca improvisada com pequenos amontoados da fruta de minha infância: a Jabuticaba. Conhecedor de boa parte de minhas histórias (não são estórias, porque são verdadeiras) de infância, ele não hesitou. Selecionou e comprou sem pestanejar. Um pequeno mimo, com gosto de saudade e nostalgia.

A simples visão do fruto foi longe. Buscou lembranças que nem sabia ainda as ter. Tão vívidas e presentes, com o sabor de jabuticaba, parecendo ter sido ontem.  Por pouco não perdi a noção do tempo e espaço. Cheiros e sabores reativados. Frutas devidamente lavada (coisa que não era comum na época, e ainda estou viva). Chegou o momento. A hora ansiada por toda criança de minha infância, pronta para um só comando: ATACAR! Com gosto e vontade, abocanhei a maior que encontrei. Ávida. Necessitada. Carente daquele sabor. Amanhã? E eu com isto? A fruta é altamente perecível fora do pé. Não dura nadinha de nada depois de colhida.

Não sei ao certo o que interrompeu o processo de reconhecimento e resgate de velhas lembranças. Se foi o olhar surpreso de meu marido ou o seu pequeno comentário de quem estava satisfeito pela compra:

- Que bom que você gostou!

O que mais poderia responder?

- Amei!

Aff, onde está minha educação de infância, sempre repartindo com os amigos? Tentando corrigir o erro, ofereci:

- Quer?

- Não obrigado. Comprei pra você.

Bom, a verdade é que meu marido é um sábio. E os sábios não precisam de diamantes ou esmeraldas. Eles possuem a sabedoria da escolha do momento.

Jabuticaba


Agora, com licença, que tenho um pote de jabuticaba pra devorar, antes que alguém mude de idéia. Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

NEM TODO PÃO DE QUEIJO É MINEIRO.

Pão de queijo francês


Que tal uma receita simples e rápida para acompanhar um cafezinho fresquinho e bem quentinho?

Incrível, mas o pão de queijo francês, não leva polvilho. Fica leve e macio, uma delícia.
Se você não tiver o queijo gruyère, não desista, substitua-o por outro de sua preferência, um que também possa ser ralado.

ingredientes 
• 250 ml de água 
• 100 g de manteiga 
• 1 pitada de sal 
• 150 g de farinha de trigo 
• 4 ovos 
• 100 g gruyère ralado grosso (ou 50 g de gruyère + 50 g de parmesão) 
• 1 gema batida 

modo de preparo 
1°- Em uma panela com fundo grosso, coloque 250 ml de água, 100 g de manteiga e 1 pitada de sal e leve ao fogo médio até ferver. Retire a panela do fogo e adicione 150 g de farinha de trigo, misture bem e volte a panela novamente ao fogo, mexendo sempre, até secar e desgrudar da borda da panela. Desligue o fogo e adicione 4 ovos, uma a um, mexendo sempre. Junte 100 g gruyère ralado grosso (ou 50 g de gruyère + 50 g de parmesão) e misture. 
2°- Com uma colher de sopa, pegue porções da massa (feita acima) e coloque uma assadeira untada com manteiga. Pincele os gougeres com 1 gema batida e leve ao forno médio pré-aquecido a 180°C por +/- 20 minutos. Retire do forno e sirva em seguida.

Então mãos à massa e bom apetite!
PÃO; COZINHA FÁCIL; LANCHE

PÃO; COZINHA FÁCIL; LANCHE

BOM APETITE!!!
Obrigada pela visita. Um abraço carinhoso a todos.
                   Teresa Cintra






Vídeo Reflexão



     Hoje não irei postar um pensamento, mas um vídeo para reflexão. 
     Também não irei comentá-lo. Ele por si só já diz tudo. 
     Não deixem de assisti-lo, são apenas 04:36 minutos. 


Que a indiferença não nos vença!

Uma boa reflexão a todos.



sábado, 18 de maio de 2013

Chuva x infraestrutura no grande Recife

       O dia de ontem foi um dia de caos no grande Recife.

De onde vem o “criar” deste povo que, mesmo sofrendo, encontra motivos para rir e fazer rir? Esta é uma pergunta que merece no mínimo um estudo por catedráticos da área da psicologia, antropologia, teologia, entre outras.
      Enquanto o interior de Pernambuco sofre com a seca, que castiga sem piedade seus teimosos habitantes que insistem em tirar o sustento da terra, a região litorânea inicia o período de chuvas.
     Em um único dia de chuva, o caos se instalou de maneira imperiosa e cruel na região metropolitana do grande Recife. O dia de ontem, 17 de maio, foi literalmente lavado. Nem por isto tornou-se limpo e puro, ao contrário mostrou a fragilidade de nossa cidade em relação a um evento climático tão comum nesta época do ano. O nosso inverno chuvoso.
     A carência há anos de uma limpeza pública eficaz e a falta de educação daqueles que insistem em jogar lixo no chão, tiveram uma participação especial e nada honrosa no que se viu por toda cidade. Entra e sai ano é sempre a mesma história, os mesmos velhos e conhecidos problemas. O que será que aconteceu com as medidas preventivas?

- Ruas alagadas, algumas transformadas pela natureza em verdadeiras piscinas com ondas.
- Bueiros, também conhecidos como boca de lobo, totalmente entupidos e, portanto, inúteis.

- Colégios fechados, alunos sem aula (felizes). Não me refiro apenas aos colégios públicos, alguns colégios particulares ficaram ilhados e não abriram as portas. Ex: Colégio Damas. Minha filha chegou em casa, molhada e feliz. 

- A grande maioria das lojas, do centro da cidade, fechadas. Prejuízo certo para os pequenos comerciantes.

- Semáforos apagados, como o da Avenida Agamenon Magalhães.

- Trânsito caótico.
- Transformadores com a vida útil fora do prazo de validade, não substituídos, entram em curto nos dias de chuva. Resultado: vários pontos da cidade sem energia elétrica.

- Telefonia, internet e televisão por assinatura definitivamente não são a prova de água. Telefone não dá linha, internet fica oscilando, tv por assinatura não sabe se fica ou se vai.

- Queda de árvores em vias públicas. Na UR-07, uma árvore caiu por cima de um poste, deixando algumas ruas sem eletricidade.

- No curado, barracos são arrastados pelo Rio Tejipió.
- Estação de metrô Joana Bezerra alagada.
- Arrastões nas grandes avenidas, foram denunciados por vários internautas que foram vítimas das ações dos ladrões. Ocorridos principalmente na Avenida Agamenon Magalhães, Avenida Recife, Abdias de Carvalho e Conselheiro Aguiar. Infelizmente, a maioria das pessoas não registraram BO (boletim de Ocorrência). Não os culpo. Impossível no dia de ontem chegar em alguma delegacia.

      Isto sem falar nos carros quebrados, desabamentos, goteiras em prédios públicos e residenciais, doenças transmitidas pela água contaminada com o lixo e esgoto...
      Mas, o pernambucano, não se entrega ao desespero. Encontra uma forma de resolver a situação. Afinal, como diz o ditado: “Quem deseja fazer algo, encontra um meio. Quem não deseja fazer nada, encontra uma desculpa.”
      As redes sociais, mesmo com a oscilação da internet, estavam a todo vapor no dia de ontem. Postagens de vídeos, fotos e até montagens mantiveram, aqueles que não ousaram sair de casa, informados. Alguns aproveitaram o momento para extravasar o stress com humor e irreverência. Dizem que até jacaré foi encontrado na Avenida Caxangá. Verdade ou mentira? Realidade ou lenda? Tirem suas dúvidas com as fotos abaixo:



Obs: Todas as fotos foram tiradas da internet. Nenhuma foto postada neste artigo é de minha autoria.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quem sou eu?



Sou mineira de nascença,
Pernambucana de coração,
Enfermeira por emoção.

Sou casada, sou mãe, sou família.
Sou simples em minha complexidade.
Sou complexa em minha simplicidade.

Sou Teresa Cintra.

Prazer em conhecê-los!


Pablo Picasso

“A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica.”
                             (Pablo Picasso)     
     
          
     A maioria das pessoas se encanta com cenários espetaculares, aqueles que nos tiram o fôlego e nos conduzem a um sentimento de deslumbramento e comunhão com a própria natureza e seu criador.

     Outros, poucos, nascem com um dom especial, o de ver o movimento das cores, das formas e das palavras, na beleza da vida em seus momentos cotidianos e triviais. Momentos que para a maioria são vistos e não enxergados. Para estes são mera banalidades, mera rotina. Mas, não para o artista. Ele vê além. Transforma detalhes tolos em obras de arte. Dão dimensão e cores aos sentimentos, às paixões. Transforma o reto em linha sinuosa, o estático em dinâmico, o velho em novo. Quebram paradigmas ao transformar o comum em algo mágico e especial.

       É o que acontece com os poetas, pintores, escritores, artesãos. São tantos e tão poucos.

   A nós, meros mortais, resta-nos apenas a admiração e agradecimentos pelos sentimentos despertados.

    Abaixo algumas obras do artista pernambucano, Alberto Simões, residente em Olinda, a quem tenho a honra de não apenas conhecer, mas, como cunhada, de compartilhar de alguns momentos de sua criação. Parabéns meu querido cunhado por sua sensibilidade e arte.